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A conquista e ocupação do interior baiano foi permeada por obstáculos
naturais e pela resistência dos grupos indígenas: eram
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os Tupis, Gês, Cariris
que habitavam o sertão e que resistiam bravamente aos invasores, antes de seu povoamento.
Depois de combates sangrentos,
vencendo a superioridade bélica
dos brancos
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e
dizimando quase que totalmente a população indígena, o sertão baiano começou a
ser povoado pelos mais corajosos ou pelos menos favorecidos, que não tinham
outra oportunidade de trabalho e sobrevivência.
O avanço das boiadas para o
interior modificou a paisagem da região que alem da pecuária sobrevivia da
agricultura de subsistência e do comercio com os povos vizinhos. Nos confins do
sertão, os núcleos de povoamento permaneceram
por muito tempo isolados, com uma população rarefeita e itinerante.

Açude
Municipal
Conforme a tradição oral e os
livros memoralistas, o povoado foi formado a partir de um aglomerado de casas
de taipa, na segunda metade do século XIX aproximadamente, servindo como porto
de paragem e descanso dos tropeiros que por ali passavam e constituindo ponto
de comercialização, às margens de uma lagoa, próxima a atual Praça Coronel
Cajaíba. Esses tropeiros e bruaqueiros comerciantes em Caetité e vilas próximas
aproveitaram para negociar o que havia sobrado das outras feiras enquanto
descansavam à sombra de um grande umbuzeiro.

Lagoa
de Dona Dedé
Ainda segundo os livros
memoralistas consultados, a primeira casa do povoado, ao redor da qual apareceu
o aglomerado de casas, era de taipa e pertencia a uma simpática senhora chamada
Bela e a sua filha, Flor.Bela era devota fervorosa de Santo Antonio, das quais
participavam os vizinhos, não tardando a erguer no centro do povoado, a Casa de
Orações também de taipa. Bela, assim como seus vizinhos, era uma migrante que
aqui se estabelecera e povoara com sua descendência o arraial de Beija-Flor.
Em 1870, o Coronel Joaquim Dias
Guimarães, chefe político conceituado da região, doou o terreno correspondente
ao Arraial e adjacências à Freguesia de Beija-Flor. Criada no mesmo ano e
subordinada à paróquia de Monte Alto. No arraial foi construída a primeira
capela, no lugar da Casa de Orações.
Em 23 de outubro de 1880, através
da Lei Provincial n° 1779, foi criado o Distrito de Paz de Bela-Flor, do
Município de Monte Alto, nome em homenagem a Bela e a Flor, primeiras
povoadoras do já bastante conhecido Arraial.
O crescente e desenvolvido
arraial, já com ares de independência, lutou por sua emancipação através da
pessoa do Coronel Balbino Gabriel de Araújo Cajaíba, tornando-se seu chefe
político, independente da orientação de Monte Alto, seu primeiro intendente à
1° de janeiro de 1920.

Praça
Coronel Cajaíba (1956)
Através da lei Estadual n° 1.364 de 14 de agosto de
1919, o arraial de Bela-Flor foi desmembrado do município de Monte Alto
recebendo o nome de Vila de Guanambi. Em 30 de março de 1938, pelo Decreto Lei
n° 10.724, Guanambi foi elevada a categoria de cidade.
Fonte:
Fotos Enciclopédia
dos Municípios Brasileiros IBGE-Guanambi
Texto Guanambi Aspectos
Históricos e Genealógicos;Cotrim, Dário
Teixeira
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